Facebook e o que aprendemos com Elizabeth Holmes CEO da Theranos

Um CEO genial, uma tentativa de tirá-lo do conselho de sua Startup. Será que veremos a historia se repetir? Com os últimos acontecimentos ocorridos com o CEO e Presidente do conselho do Facebook Mark, originado pelos números desastrosos, vazamento de dados, Cambridge Analytics, envolvimento nas eleições, fakes news e queda na bolsa, me fez voltar a pesquisar sobre Elizabeth Holmes, CEO da Theranos.

Theranos foi uma startup criada em 2003 pela CEO Elizabeth Holmes aos 19 anos, com o objetivo de levar saúde e longevidade ao Mundo de forma rápida e barata. Através do aparelho batizado de Edison, poderia realizar mais de 200 exames de sangue, por um preço inferior a 3 dólares, e entregar resultados imediatos.

Holmes estava de olho em um mercado de mais de 75 milhões de dólares anuais a theranos foi avaliada em 9 bilhões de dólares e Holmes e se tornou uma celebridade do universo da tecnologia. Sendo inclusive chamada pela imprensa de a “Steve Jobs de saias”. Obteve o título de sexta empresária com menos de 40 anos mais rica dos Estados Unidos.

Eu assisti alguns vídeos e Holmes vendia sua ideia com uma paixão, que torna compreensível o alcance que tomado. Paixão pode vender mais que um produto real, e startups tem investido muito em paixão.

Em sua diretoria da Theranos era formada pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, pelo ex-secretário de Defesa William Perry, pelo ex-senador Sam Nun e, ocupando papel de destaque, o ex-secretário de Estado George Schultz. Todos pertencentes ao Hoover Institution, um famoso instituto de pesquisa da Universidade de Stanford, na Califórnia. Universidade esta que Holmes cursou algumas aulas de engenharia quimica, que foram o suficiente para brilhar a ideia de criação da theranos.

Fora seus privilégios familiares que lhe forneceram uma boa rede de contatos, Holmes contou com o grande interesse do mercado americano em promessas “disruptivas”, por volta de 2010. Esse termo, cunhado em Harvard, foi e ainda é usado para definir os empreendimentos inovadores capazes de substituir, com soluções mais simples e baratas, as empresas líderes do mercado.

Além dessa ansiedade do mercado, Holmes foi beneficiada por uma filosofia típica das empresas de tecnologia do Vale do Silício em, tolerar a possibilidade de mentir sobre as qualidades de um produto para ganhar tempo até que se tornassem verdadeiras. Holmes, segundo fontes, não vendeu a sua parte da empresa, não criou patrimônio e seus salário de diretoria não é superior a 20 mil dólares mês.

Após processo de investigação da Securities and Exchange Commission, que regula o mercado de ações ter concluído que houve fraude, Holmes devolveu 700 milhões de dólares aos investidores e pagou 500 mil dólares em multas, deve ainda, ficar 10 anos sem se envolver em qualquer tipo de empresa. Hoje sua preocupação é com a possibilidade de 20 anos de prisão.

Mas a história de Holmes e da Theranos poderia render um excelente filme ou livro com direito a: conspirações, tramas, romance e fraudes bilionárias.

Holmes não é a única, temos muitos outros CEO’s e Startups que dariam uma boa história.

Fonte(s): https://www.linkedin.com/pulse/facebook-e-o-que-aprendemos-com-elizabeth-holmes-ceo-da-ederson-melo/

 

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