Carreira em W

A conhecida “carreira em Y”, metáfora que relaciona o formato da letra com a chance de escolher entre duas opções: carreira gerencial ou técnica. Ocorre que a estrutura organizacional de certas empresas envolve muito mais complexidade do que apenas um Y consegue abarcar.

A “carreira em W”, é um sistema que prevê uma perna a mais do que a carreira em Y. Onde os primeiros passos da carreira são dados dentro do chamado “pool de talentos”, no qual analistas e especialistas têm uma trajetória comum — avançam de um cargo a outro segundo suas competências, podem participar de processos de recrutamento interno e têm a chance de integrar programas de rotação de funções (job rotation). Mas não são todas as empresas que tem essa clareza e dedicação gerencial.

A carreira em Y foi adotado especialmente por empresas de tecnologia, o sistema W caiu em desuso durante um bom tempo em razão de algumas dificuldades de implementação. A principal é assegurar que cada uma das três pernas do W tenha cargos com o mesmo nível de equivalência.

O fator crucial é o horizonte de complexidade das posições em cada trilha de carreira. É comum que uma empresa tenha vários níveis gerenciais, mas há demanda na área técnica por um especialista tão diferenciado a ponto de ter um cargo com status de direção.

Por outro lado, em organizações extremamente sofisticadas, três vias de crescimento podem simplesmente ser insuficientes. Por vezes há cinco, dez ou até 12 caminhos possíveis. Nesses casos, a analogia com a letra W deixa de fazer sentido — e mais vale falar de carreiras paralelas múltiplas.

Então fica a dica para os gestores.

Pai do Pedro, Marido e Workaholic com vida social. Mais em https://www.edersonmelo.com/quem-sou/

2 Comments

  1. A carreira em W de Rigaud, não trata-se apenas de uma terceira rota de desenvolvimento representada na letra por uma ponta adicional para cima. Trata-se do adicional de mais duas rotas de evolução de carreira.
    Com a implantação da carreira em W, o empreendedor poderá ter níveis salariais para cargos genéricos, cargos técnicos, cargos de especialista de vivência e especialista de formação. Abre-se aqui 4 (quatro) grandes níveis salariais e cada nível com seus subníveis (steps), todos níveis proporcionando a os colaboradores oportunidade de crescimento dentro de sua área de conhecimento.
    Já tenho aplicado o modelo em empresas de médio e grande porte.

    • Que legal Roberto, é muito bom saber que mais empresas no Brasil aplicam este tipo de carreira.
      E que estes 4 grandes níveis salariais possam oferecer mais oportunidades de crescimento. Vejo hoje muita estática, onde para você evoluir é preciso trocar de empresa ou ser reconhecido somente em um momento de saída. O olhar constante e um plano de carreira é vital na minha visão.

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